30 de mai de 2013

Draw my life!


Oi pessoal! Desculpem o sumiço. Anda meio difícil conciliar o blog e a escola, sabe? Mas enfim. T_T Hoje eu vim postar um meme adorável que a Vicky me passou, o Draw my life. O meme começou pelo Youtube, e virou uma febre, tem muitos vídeos sendo postados esses meses de vários vloggers contando da vida deles. Alguma blogueira teve a ideia de fazer a mesma coisa, só que com fotos em vez de vídeo e bom, chegou a minha vez de compartilhar um pouco da minha vida com vocês. (:



Certo. Tudo começou em 26 de Março de 1999, em São Luís do Maranhão, às 9 e pouco da manhã, quando eu, Rebeca Ribeiro vim pra esse mundo. Eu nasci no hospital mesmo, aliás. Não tenho nenhuma história de ter nascido no carro nem nada,heh.



A minha primeira memória de infância (pelo menos uma que eu me lembro claramente) é do meu aniversário de 4 anos, quando minha irmã organizou uma peça de teatrinho de bonecos e encheram minha casa de doces e de primos meus. Foi meio que um dia com tudo o que eu podia pedir. Eu tive a melhor infância que poderia ter, acho, e eu até falaria dela com mais detalhes, mas aí isso aqui ia ficar muito longo, então vamos deixar pra outro dia.



Minha família era basicamente eu (imaginem um monte de cachos embaraçados em cima de uma garota magricela: essa era eu), minha irmã mais velha, meu pai e minha mãe, e a gente era bem feliz assim. Só que em 2006 meu pai teve que se mudar pra outro estado por causa do trabalho, então a casa ficou resumida entre apenas mulheres, o que me deixou muito triste no início. Não que eu tenha sentido falta de alguma influência masculina na minha vida nem nada, eu só sentia falta dele.



Do maternal à segunda série eu estudava numa escola particular normal como qualquer outra, e tinha meu grupinhos de amigas de sempre. Até o dia em que elas resolveram que não gostavam mais de mim e me deixaram de mão. Puff! Simples assim. Por coincidência,  foi nesse mesmo ano que minha mãe começou a se preocupar com meu pai sozinho ( e meio depressivo) e não aguentar mais viver longe dele, então resolveu que nós íamos nos mudar.




Assim, de 2007 até 2010 eu morei numa serra dentro de uma cidade do interior do Pará chamada Parauapebas (o que é um nome que eu nunca gostei, mas tá) e esses foram provavelmente os melhores anos que eu poderia ter tido como criança. As pessoas de lá eram muito mais amigáveis, e eu, mesmo sendo a pessoa mais tímida da face da terra, fiz amigos desde o primeiro dia. Com o passar do tempo, eu perdi a timidez, parei de ficar muda perto de adultos e fiquei amiga de um bando de gente. Minha vida lá era bem legal. 

Em 2011 a licença que minha mãe tinha tirado do trabalho dela em São Luís expirou, e a gente teve que voltar pra lá, e eu não fiquei de todo incomodada. Sempre gostei de mudanças, acho. Voltei também pra mesma escola que eu estudava e acabei reencontrando um monte de gente que estudava comigo antes. Confesso que não queria reencontrar o pessoal, daí eu sempre ficava sem graça de revê-los.




O grande problema da sala que eu estudava era que todos andavam em grupinhos, ninguém falava com ninguém além da própria panelinha, e eu não estava acostumada com aquilo. Onde eu morava antes todo mundo falava com todo mundo, então foi meio difícil me entrosar. No fim eu acabei com umas meninas que não tinham nada a ver comigo, mas eram gente boa, podemos dizer.



Só que eu acabei cansando daquilo e fui tentar andar no grupinho de uma garota que tinha ficado minha amiga. Tudo ficou bem por um tempo, mas as amigas dela não gostavam de mim e me chamavam de um monte de coisas aleatórias pra fazer eu me sentir mal, então eu acabei desistindo de tudo.





Em julho daquele mesmo ano, minha mãe decidiu que a ideia de voltar pra São Luís tinha sido péssima, então nós voltamos pro Pará. Por um lado foi bom, porque eu pude andar de novo de bicicleta (uma das coisas que eu mais amo na vida), coisa que não dá pra fazer em cidade grande.Também recomecei a fazer natação, ginástica rítmica, handball, e até me arrisquei por uns meses no balé. Sim, tudo ao mesmo tempo e sim, eu adorava.  Além dos meus amigos, que eu pude rever e ficar amiga de todo mundo outra vez.


não sei desenhar gente de perfil, foi mal 
A parte ruim foi o que estragou tudo. Minha mãe não pode tirar licença do trabalho outra vez, então ela ficava comigo só de Sexta até no máximo Domingo, e o resto dos dias ela tinha que trabalhar em São Luís. Isso tudo era uma droga, porque bom, meu pai não sabia fazer muito além do que um pai pode fazer. Eu até consegui me virar nos primeiros meses, mas depois de um tempo minha mãe foi ficando cansada das viagens e a gente estava gastando cada vez mais nelas, então os intervalos de tempo em que ela não passava tempo comigo começaram a ficar cada vez maiores. Eu e meu pai discutíamos o tempo todo, o que me fez ter certeza que sim quando minha mãe perguntou se eu queria voltar pra casa.



Foi assim que 2011 finalmente acabou, eu me mudei e nunca mais vi algumas das pessoas que eram minhas amigas de verdade. Meu pai continua morando lá por causa do trabalho, e nós não discutimos mais como antes. 2012 foi, definitivamente,  um ano de muita mudança pra mim. Foi quando as coisas começaram a dar certo. Eu estava finalmente de volta à minha cidade natal (que não é das melhores, mas é minha casa, querendo ou não), comecei o Its Becky, e tive a chance de conhecer um monte de blogueiras que  me entendiam e se identificavam comigo, o que me deixou muito, muito feliz. Foi também o ano de eu descobrir dezenas de bandas legais, estilos legais, séries,livros, animes, enfim. E finalmente, tudo ficou bem no colégio (sim, eu fui pro mesmo colégio outra vez), porque eu fiquei numa sala com pessoas diferentes, e consegui arrumar amigas que hoje eu considero como minhas irmãs e que eu sei que vou poder levar pra vida toda.



E chegamos, finalmente, à 2013, quando eu pude rever, nas férias, uma amiga que eu não via no mínimo à uns 3 ou 4 anos. Infelizmente, ela teve que se mudar, e eu só fiquei sabendo depois que ela já tinha se mudado, então nós não tivemos chance de se despedir, mas eu já consegui convencê-la a passar as férias de julho comigo. Além disso, nós nos falamos no mínimo uma vez na semana, e eu sei que posso contar com ela quando me sentir sozinha.

Nesse ano eu comecei meu tão sonhado curso de Francês pela internet, fiz um teste para avançar pelo menos uns 4 níveis no meu curso de Inglês (e passei! \o/), pintei a ponta dos cabelos de azul, conheci ainda mais gente legal pelo blog, fiz mais amigos ainda, e posso dizer, queridos, que sou bem feliz do jeito que estou. Juro que nunca me senti tão querida como agora. Às vezes eu tenho lá minhas recaídas dramáticas e não me contendo com as coisas, mas sei que é passageiro. Está tudo bem comigo e é isso o que importa.



Como no final do meme nós temos que deixar três lições aprendidas ao longo da vida, aqui vão as minhas: Não se importe tanto com o que as outras pessoas pensam. Nós somos todos diferentes uns dos outros, e, como seres humanos, temos o direito de contradizer, então você nunca vai agradar todo mundo.
Segunda: sempre lembre-se que tudo vai ficar bem no final. Se você sofreu é pra aprender a lidar, e nada nessa vida acontece por acaso.

E, por fim e por mais que seja clichê, não tenha medo de se expressar. Sempre concordar com o que as pessoas só vai te trazer infelicidade. Você pode até estar agradando as pessoas quando faz isso, mas nunca vai agradar a si mesmo.


Bom, é isso. Obrigada a todas as minhas amigas que eu conheci por aqui, a todas as pessoas que comentam , que se preocupam comigo e que fazem meu dia. Obrigada a você que está lendo isso também. C: 

xo, 
Becky.